4 de dezembro de 2011

Encontro no Bar do Parque

Dia 10.12 os velhos companheiros vão se encontrar para depoimentos, gravações, recolhimento de fotos, para um DVD e um Livro sobre o período de retomada das lutas democráticas que ajudaram a derrotar a ditadura militar aqui no Pará.

O livro conterá entrevistas e verbetes contando curiosidades, inventividade e o bom humor daqueles que se dispuseram a reorganizar o movimento estudantil, sindical e popular paraense.

Você saberá, por exemplo, como os lutadores daquela época faziam os panfletos em mimeógrafo a álcool para divulgar as idéias de organização. Vamos relembrar pessoas das organizações de apoio como o Gileno, o Padre João Maria, Carlos Bordalo, o uso da Gráfica Salesiana para imprimir jornais. E a goma de tapioca que era usada para colar cartazes, lembram? As histórias de pixações, algumas picantes. A demissão de toda diretoria da Associação dos Professores - APEPa, e líderes como a professora Ermelinda Garcia e a professora Venize Rodrigues.

Um capítulo para João Marques, Paulo Fonteles, Humberto Cunha, Ademir Andrade, Gabriel Guerreiro, Romero Ximenes, será que rola?

E quem eram os estudantes que iam a Livraria Jinkings pegar alguns livros revolucionários com a complacência do dono, o grande dirigente comunista Raimundo Jinkings? Quem pulou roleta? Quem fez greve na Faculdade? Quem lembra do CACO?

Histórias de dor, sofrimento, mas algumas interessantes, como a da prisão dos estudantes do Alicerce da Juventude Socialista e os embates destes com seus advogados de defesa, dentre eles os Drs. José Maria Quadros de Alencar e José Carlos Castro.

Os dirigentes dos trabalhadores rurais também terão espaço e histórias para contar. Quem lembra do Gatão (Atanagildo de Deus Matos)? O Geraldo Pastana, os Ganzer, os Pelosos e o Lamparina, alguém lembra disto? Vocês vão saber como uma voluntária holandesa se dispôs a vir para a Prelazia do Tocantins e acabou virando a primeira dama de Baião. Falaremos sobre a Lei do Anilzinho, a precursora da reforma agrária paraense.

Não vamos deixar morrer a nossa história. Compareça no dia 10.12, as 16hs, no Bar do Parque e leve sua contribuição, viu, Alberdam Batista! Estamos esperando.

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