10 de janeiro de 2011

Nascimento de Belém


“E tu, Belém, terra de Judá,
de modo algum és a menor entre as
principais cidades de Judá,
porque de ti sairá um príncipe
que será o pastor do meu povo, Israel”

O Rei de Portugal leu o evangelho de São Mateus e despachou de São Luís o navegador Francisco Caldeira Castelo Branco para dominar o Grande Rio e o Império das Amazonas, expulsando daqui os ingleses, irlandeses, franceses e holandeses.

No dia 12 de janeiro de 1616 o “Capitan Mayor” escolheu um lugar, sob a ótica militar, bem na foz do rio Parauassú, “rio grande” na linguagem dos Tupinambás, abreviado para rio Pará, e ali instalou uma paliçada e depois uma fortificação.

O Forte do Presépio foi a base maior das operações de conquistas e devassamento da região amazônica. Também foi ali que os lusitanos ergueram a primeira Igreja da Amazônia, a capela de Nossa Senhora da Graça.

Parece que os conquistadores chegaram de forma pacífica, pois a história não registra qualquer resistência inicial dos donos da terra, os Tupinambás. Creio que a conversa é bem outra. Esses índios não habitavam as margens do “Rio Grande” e apenas se deram conta da presença dos portugueses um tempo depois, quando resolveram tomar satisfação.

Em 7 de setembro de 1619, os Tupinambás investiram contra a fortaleza e foram rechaçados violentamente com balas de arcabuzes e disparos de artilharia. A batalha terminou, acredito que com uma carnificina, mas só há registro da morte do famoso Guaimibiaba, por alcunha Cabelo-de-Velha.

Índios foram capturados e tornados escravos, outros, acredito, fugiram para bem longe e foram tentar viver em paz até a próxima ocupação de suas terras. De lá para cá foram tantas, a última delas será as das barragens de Belo Monte e do Tapajós, que alagarão as terras dos irmãos Araras, Jurunas, Chipais, Curuais, Xicrins… Quanto a Belém e a Amazônia, essas estavam finalmente dominadas e postas a serviço das grandes potências mundiais.

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